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Colaboradores da família: a paróquia e a escola

Oitava Catequese:

Colaboradores da família: a paróquia e a escola

1. A educação cristã procura, certamente, a maturidade da pessoa humana, mas busca, sobretudo, que os batizados façam-se cada dia mais conscientes do dom recebido da fé; aprendam a adorar a Deus Pai em espírito e em verdade (cf. Jo 4, 23), sobretudo, na ação litúrgica; formem-se para viver segundo o homem novo na verdadeira justiça e santidade (cf. Ef 4, 22-23) e assim cheguem ao homem perfeito na idade da plenitude de Cristo (cf. Ef 4, 13) e contribuam ao crescimento do Corpo Místico; acostumem-se a dar testemunho da esperança que há neles (cf. 1Pe 3, 15) e contribuam eficazmente à configuração cristã do mundo (cf. Gravissimum educationis, 2).

2. Os pais, ao dar a vida a seus filhos, assumem a grave obrigação de educar-lhes e, ao mesmo tempo, recebem o direito de ser seus primeiros e principais educadores. A eles corresponde, portanto, formar um ambiente familiar animado pelo amor e pela piedade com Deus e com os homens, que favoreça a educação integral dos filhos. Por isso, a família é, como já se disse nas catequeses anteriores, a primeira escola das virtudes sociais que todas as sociedades necessitam, o espaço onde os filhos aprendem desde os primeiros anos a conhecer e adorar a Deus e amar ao próximo, o âmbito onde tem-se a primeira experiência da sociedade humana e da Igreja, e o meio mais eficaz para introduzir os filhos na sociedade civil e no Povo de Deus. A transcendência da família cristã é, pois, realmente extraordinária para a vida e o progresso da Igreja; tanto que, quando falta, é muito difícil supri-la.

3. Mas a família não dá conta de si mesma para realizar sua missão. Necessita a ajuda do Estado. É obrigação da sociedade civil tutelar os direitos e deveres dos pais e dos que intervêm na educação, colaborar com eles, completar –quando não é suficiente o esforço dos pais e de outras sociedades – a obra da educação segundo o princípio de subsidiariedade, atendendo aos desejos dos pais, e criar escolas e institutos próprios conforme o exija o bem comum. O Estado, portanto, antes que ser antagonista ou entrar em conflito com os pais, deve ser seu melhor aliado e colaborador, contribuindo em tudo, e só no que os pais não podem contribuir, e fazê-lo na direção que indiquem os pais. Esta colaboração leal e eficaz tem que dar-se também nos professores de todos os centros de educação, sejam privados ou públicos. Desta colaboração sairão beneficiados os filhos, em primeiro lugar; mas também a mesma sociedade e a escola, porque esses filhos serão amanhã melhores cidadãos e muitos deles farão verdadeiras contribuições ao progresso da escola.

4. A família também necessita da paróquia. Os pais, de fato, realizam a educação na fé, sobretudo, pelo testemunho da sua vida cristã, especialmente pela experiência de amor incondicional com que amam os filhos e pelo amor profundo que estes têm entre si; o qual é um sinal vivo do amor de Deus Pai. Além disso, segundo a sua capacidade, estão chamados a dar uma instrução religiosa, geralmente de caráter ocasional e não sistemático, à qual levam a bom termo descobrindo a presença do mistério de Cristo Salvador do mundo nos acontecimentos da vida familiar, nas festas do ano litúrgico, nas atividades que os meninos realizam na escola, na paróquia e nos agrupamentos, etc. Entretanto, necessita a ajuda da paróquia, porque a vida de fé vai madurando nos filhos na medida em que se vai incorporando, de uma maneira consciente, na vida concreta do Povo de Deus, o que acontece sobretudo na paróquia. É aí onde o menino e o adolescente, primeiro, e depois o adulto, celebra e se alimenta com os sacramentos, participa da Liturgia e se integra em uma comunidade dinâmica de caridade e apostolado. Por isso, a paróquia tem que ficar sempre ao serviço dos pais – não ao contrário -, especialmente nos sacramentos de Iniciação cristã.

5. Família, escola e paróquia são três realidades que ficam integradas e unidas pela educação que devem receber os filhos. Quanto maior seja a mútua colaboração e intercâmbio, e mais afetuosas sejam as relações, mais eficaz será a educação dos filhos.

Fonte: Catequeses do Conselho Pontifício para a Família