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Dirbele Barros

A minha conversão para a Ig­reja Católica se deu  em fevereiro de 2016. Minha família é “católica” assim como a maioria das pessoas, mas não pratica a doutrina e os ensinamentos da igreja poisso apenas fui batizada quando criança mas não vivia a fé católica.

Aos 15 anos fui estudar em um colégio protestante e me “converti”(quanta ignorância!); fiquei nessa seita por alguns anos sem muito praticar também. Cheguei a ser batizada e ignorava que o Batismo que tinha recebido na Santa Igreja Católica e irrevogável. Gostava das coisas que eu ouvia lá, elas me agradavam. Depois de um tempo me afastei, porque percebia que havia algo de errado, mas não sabia bem o que era.  Nessa idade eu só queria me divertir e qualquer igreja acabava sendo um empecilho.

Com 17 anos comecei a trabalhar e ficar “independente”. Nessa fase começou a minha vida feminista: eu nunca queria passar o que minha mãe passou, pois ela teve 4 filhos e foi abandonada pelo marido quando o caçula tinha apenas 1 ano de idade e teve que trabalhar como empregada doméstica para nos criar. Não queria isso jamais na minha vida. Eu dizia que até poderia ter um filho, mas seria uma espécie de “produção independente”( como se isso fosse possível rsrsr).

Nesse devaneio, com 22 anos engravidei de um rapaz com quem eu fiquei apenas uma vez. Tentamos o namoro, mas não deu certo. Fui então morar sozinha com minha filha e continuava trabalhando; ela ia para a creche e minha mãe e minha irmã me ajudavam na sua criação. Quando ela completou 2 anos de idade conheci meu esposo Kleber. À época eu estava com 25 e ele com 20 anos. Foi um namoro totalmente mundano.

Aos 28 anos nasceu Arthur, nosso primeiro filho, e resolvemos morar juntos, “ajojados”, como dizemos aqui em Cuiabá e eu sempre trabalhando fora. Como meu esposo passara num concurso, tivemos que mudar de cidade, contudo eu não queria parar de  trabalhar, e ele foi sozinho para o interior onde ficou por um mês. Acabou me pedindo para parar com o meu labor externo. Eu fui mas na condição de que logo arrumaria um emprego. Ele já achava necessário minha presença em casa para cuidar da casa das crianças. Com muito custo aceitei e ficamos lá por quase dois anos e voltamos pra nossa cidade.

De volta à terra natal, ele não queria que eu retornasse ao mercado de trabalho, mas eu pensava o contrário, e isso sempre foi motivo de brigas e discórdias. Engravidei novamente e isso me distanciou ainda mais, na minha concepção, da minha liberdade; as crianças estavam crescendo e eu me conformando com essa vida, que eu não tinha escolhido mas que foi acontecendo. Amava minha família, mas achava que se eu trabalhasse fora, conquistando meu dinheiro, ainda que pouco, poderia ser mais feliz.

Meu esposo sempre foi muito estudioso, lê bastante e também foi batizado na Igreja Católica, mas não conhecia nada a respeito dela, a não ser os chavões populares que todos conhecem. As crianças foram batizadas também como um mero cumprimento de protocolo social, nada mais nada menos.

No ano de 2015 eu e meu esposo conversávamos e ele então me disse:

– “Existe alguma coisa errada, a vida não é só isso, deve ter algum sentido tudo isso, não sei qual! Mas alguém tem que estar certo! Alguma “denominação” deve estar certa, menos a Igreja Católica”.

Pensávamos assim como a maioria das pessoas pensam. E ele sozinho começou a pesquisar e buscar informações. Nesse caminho ele conheceu o filósofo Olavo de Carvalho, muito inteligente, que falava sobre varias coisas que aconteciam e tudo fazia muito sentido.  Certo dia ele comentou que era católico! Foi como um balde de água fria jogada na  cabeça do meu esposo, segundo ele me relata:

– “Amor, você acredita que o Olavo é  católico ! Não pode ser ! Deve ter alguma coisa nisso aí , um homem tão estudado e católico?”

Ele continuou a acompanhar o Olavo, quando num belo dia ele falou de um padre que possuía um “site”, o qual continha muitas informações sobre a Igreja. Tratava-se do  Padre Paulo Ricardo que, por providencia divina, é da paróquia Cristo Rei, aqui em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá onde moramos.

No começo eu estava um pouco  resistente a tudo isso; acompanhava de longe os estudos do meu esposo, que ficava maravilhado com o que estava descobrindo até que um dia resolvemos ir à paroquia na qual padre Paulo Ricardo atuava e nos surpreendemos com aquela Santa Missa, diferente de tudo que já tínhamos  visto em nossas vidas (após, ainda conhecemos várias outros padres e pessoas leigas em busca de santidade aqui na nossa Cidade, que jamais sonhávamos existir).

Logo ficamos maravilhados com a Santa Igreja Católica e nos convertemos. Com certeza recebemos uma grande graça em nossas vidas, de ouvir e compreender a história da Santa Igreja e como nela se encontra a plenitude da Verdade.

Fizemos a catequese no ano de 2016 nesta mesma paróquia e recebemos os sacramentos da confissão, Comunhão, Crisma e Matrimônio. Nossos filhos mais velhos receberão a primeira Comunhão no dia 29 de outubro de 2017.

E eu descobri minha vocação e felicidade feminina no meu  lar com meus filhos e meu esposo. Seguindo estamos nessa estrada, buscando a santidade pra nossa família, esperando os filhos que Deus tem a nos dar, se assim O quiser, eis que estamos completamente abertos à vida, esse dom maravilhoso dado pelo Criador e que noz faz participantes de Sua Criação.

Hoje estamos presentes na vida dos nossos filhos, tentando recuperar o tempo perdido. Sei que ainda estou num processo de conversão, muitas coisas ainda há a serem mudadas, mas aos poucos aquela velha Dirbele vai ficando para trás. E assim vamos caminhando contra esse mundo,  buscando conhecer mais Nosso Senhor Jesus Cristo, errando, acertando, caindo e levantando, e sempre aprendendo com a vida dos Santos.

Somos gratos a Deus, ao Padre Paulo Ricardo e ao Olavo de Carvalho, pelas maravilhas que encontramos na Santa Igreja Católica. E à Virgem Imaculada que neste Ano Mariano se revelou como Aquela que nos guia neste exílio rumo ao Céu!