Qual o problema de ser “bela, recatada e do lar”?
2 de outubro de 2017
De Volta ao Lar ebook
2 de outubro de 2017
Mostrar tudo

Lucrar “dólar” ou ser “Do Lar”?

Trecho do artigo do Padre Carlos L. Lodi da Cruz

Inúmeras vezes o Papa São João Paulo II disse que “o futuro da humanidade passa pela família”. Mas o futuro da família passa pela mulher. Se a mulher, à semelhança de Maria, assumir com alegria sua missão materna de acolher a vida, podemos esperar um futuro melhor.

Se examinarmos bem, nos últimos tempos, quem mais mudou dentro da família foi a mulher. Ela renunciou a sua missão de ser “um céu de ternura, aconchego e calor”. Decidiu deixar de ser coração para ser cabeça como o marido. E a família tornou-se um monstro de duas cabeças e sem coração.

A mulher envergonhou-se de ser “do lar” com seus filhos e saiu para lucrar algum “dólar” em competição com o marido. Trocou a glória de ter muitos filhos pela vantagem de ter um alto salário. Abandonou as saias que tão modestamente se acomodavam aos seus quadris, feitos para abrigar um bebê, e passou a vestir as apertadíssimas calças jeans, inicialmente projetadas para homens que trabalhavam em mineração. Reivindicou para si até os vícios que outrora só eram tolerados entre os homens, como o tabagismo e o alcoolismo.

Eis como ficou a mulher desfigurada, privada de sua característica própria, que é a maternidade, e fora de seu lugar privilegiado, que é o lar. Comparemo-la com aquela descrita pelo Papa Pio XII em um discurso feito a um grupo de recém-casados em 1942, comentando um trecho da Escritura que compara a esposa ao sol da família:

A família tem o brilho de um sol que lhe é próprio; a esposa. Ouvi o que a Sagrada Escritura afirma e sente a respeito dela: A graça da mulher dedicada é a delícia do marido. Mulher santa e pudica é graça primorosa. Como o sol que se levanta nas alturas do Senhor, assim o encanto da boa esposa na casa bem-ordenada (Eclo 26,16.19.21).

Realmente, a esposa e mãe é o sol da famíliaÉ sol por sua generosidade e dedicação, pela disponibilidade constante e pela delicadeza e atenção em relação a tudo quanto possa tornar agradável a vida do marido e dos filhos. Irradia luz e calor do espíritoCostuma-se dizer que a vida de um casal será harmoniosa quando cada cônjuge, desde o começo, procura não a sua felicidade, mas a do outro. Todavia, este nobre sentimento e propósito, embora pertença a ambos, constitui principalmente uma virtude da mulher. Por natureza, ela é dotada de sentimentos maternos e de uma sabedoria e prudência de coração que a faz responder com alegria às contrariedades; quando ofendida, inspira dignidade e respeito, à semelhança do sol que ao raiar alegra a manhã coberta pelo nevoeiro e, quando se põe, tinge as nuvens com seus raios dourados.