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A família, educadora da dignidade e respeito de toda pessoa

Terceira Catequese

A família, educadora da dignidade e respeito de toda pessoa

1. A Igreja vê no homem, em cada homem, a imagem viva de Deus mesmo; imagem que encontra – e está chamada a descobrir cada vez mais profundamente – sua plena razão de ser no mistério de Cristo. Cristo nos revela a Deus em sua verdade; mas, às vezes, manifesta também o homem aos homens. Este homem recebeu de Deus uma incomparável e inalienável dignidade, pois foi criado à sua imagem e semelhança e destinado a ser filho adotivo. Cristo, com sua encarnação uniu-se, de alguma maneira, com todo homem.

2. Por ter sido feito à imagem de Deus, o ser humano tem a dignidade de pessoa: não é só alguma coisa, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de dar-se livremente e de entrar em comunhão com outras pessoas. Esta relação com Deus pode ser ignorada, esquecida ou removida, mas jamais pode ser eliminada, porque a pessoa humana é um ser pessoal criado por Deus para relacionar-se e viver com Ele.

3. O homem e a mulher têm a mesma dignidade porque ambos são imagem de Deus e porque, além disso, se realizam profundamente reencontrando-se como pessoas através do dom sincero de si mesmos. A mulher é complemento do homem assim como o homem o é da mulher. Mulher e homem se complementam mutuamente, não só desde o ponto de vista físico e psíquico, mas também ontológico, pois só graças à dualidade do “masculino” e “feminino” se realiza plenamente “o humano”. É a “unidade dos dois” a que permite a cada um experimentar a relação inter-pessoal e recíproca. Alem disso, é só a esta “unidade dos dois” que Deus confia a obra da procriação e a vida humana.

4. Toda a criação foi feita para o homem. Em troca, o homem foi criado e amado por si mesmo. O homem existe como um ser único. É um ser inteligente e consciente, capaz de refletir sobre si mesmo e, por tanto, de ter consciência de si e dos seus atos.

5. A dignidade da pessoa humana – de toda pessoa humana – não depende de nenhuma instância humana, mas de seu mesmo ser, criado à imagem e semelhança de Deus. Ninguém, portanto, pode maltratar essa dignidade sem cometer uma gravíssima violação da ordem querida pelo Criador. Portanto, uma sociedade justa só pode realizar-se no respeito da dignidade transcendente da pessoa humana.

6. As pessoas com deficiências, apesar das suas limitações e dos sofrimentos gravados em seus corpos e faculdades, continuam sendo sujeitos plenamente humanos, titulares de direitos e deveres, que ninguém pode transgredir nem discriminar.

7. Os não nascidos são também pessoas desde o mesmo momento da sua concepção; e sua vida não pode ser destruída pelo aborto ou pela experimentação científica. Destruir a vida de um não-nascido, que é completamente inocente, é um ato de suprema violência e de gravíssima responsabilidade diante de Deus.